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Grupos Temáticos

11/10/2016 - 10:45 - 12:00
GT 23 - Políticas de Saúde e as Práticas de Cuidado

11904 - ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES VITIMAS DE VIOLÊNCIA EM UNIDADE HOSPITALAR, FORTALEZA-CE.
ANGEL ALICE JÁCOME DE SOUZA - UNIVERSIDADE DE FORTALEZA, RENATA CARNEIRO FERREIRA - UNIVERSIDADE DE FORTALEZA, MIRNA ALBUQUERQUE FROTA - UNIVERSIDADE DE FORTALEZA, EVELLYN ALBUQERQUE DE SENA PIRES CRUZ - UNIVERSIDADE DE FORTALEZA, NATHIARA ELLEN SALES ANDRADE ALVES - UNIVERSIDADE DE FORTALEZA


Apresentação/Introdução
A violência, em suas diferentes maneiras, é um fenômeno gerado por inúmeros fatores que acomete e destrói o comportamento humano. Ela interfere no âmbito da família e se torna uma ameaça grave à vida de todos.
Nos últimos 30 anos, a violência contra crianças e adolescentes vem tomando maior espaço nos órgãos maiores. Os dados demonstram que 18 mil crianças são agredidas por dia, 750 por hora e 12 por minuto.
A violência contra crianças e adolescentes, tratada como um problema para a saúde pública, afetando, todos os povos. Tornando-se um problema na infância, por ser ocorrida dentro do âmbito familiar.
Sabe-se que a maior parte de atendimentos de crianças e adolescentes violentados é nas emergências de redes públicas.
Há um desespero grande dos profissionais em lidar com estas vítimas que chegam ao serviço por não saberem como proceder ao caso.
O profissional de enfermagem deve buscar afundo conhecimentos sobre a temática estudada, estabelecendo uma dimensão cuidadora na perspectiva do cuidado individual e coletivo, por meio de suas vivências clínicas, educacional, gerencial/administrativa grande dimensão.


Objetivos
O objetivo deste estudo foi conhecer a assistência prestada pelo enfermeiro no atendimento a criança e adolescente vítima de violência.


Metodologia
Trata-se de um estudo descritivo de caráter qualitativo, realizado em um hospital terciário de Fortaleza - CE. Os sujeitos da pesquisa são participantes do sexo feminino, compostos por enfermeiros que trabalham prestando assistência à crianças e adolescentes vitimas de violência e a coleta de dados se deu entre os meses de agosto e setembro de 2014. Foram utilizados um instrumento semi-estruturado contendo dois blocos; um com características socioeconômicas e um segundo composto por três perguntas norteadoras. A partir da análise do conteúdo das entrevistas transcritas, emergiram três categorias.
Ressalta-se que o presente estudo respeitou os aspectos éticos presentes na Resolução n°466/12, do Conselho Nacional de Saúde, com assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFOR sob protocolo nº 806.987.


Discussão e Resultados
Mediante as entrevistas, um ponto observado na pesquisa é que o enfermeiro não atende diretamente essa criança ou adolescente violentada, pois a rotina do serviço mostra que primeiramente o paciente é atendido pelo médico, posteriormente é acionado o serviço social, ou quando não têm passado por ele, o paciente é encaminhado pelo enfermeiro para o serviço social e depois para o psicólogo.
Devido a falta de conhecimento do protocolo sobre casos de violência, percebemos que há um déficit no atendimento do hospital, seja por conta da falta de informação ou pela falta de capacitação desses profissionais que trabalham nos setores que atendem essa população.
O profissional da saúde, tem o dever ético e legal de delatar casos de violência contra a criança e o adolescente. Porém o que se observa é que os profissionais enfermeiros não estão de fato assumindo a sua responsabilidade legal de fazer o que é o correto.
Alguns entrevistados demonstram compreender a importância de realizar o cuidado humanizado, que não se limita a ações técnicas, e sim envolve o emocional não só da vitima, mas da própria equipe envolvida no cuidado.


Conclusões/Considerações Finais
O presente estudo identificou, que diante dessas fragilidades, podemos afirmar que, em relação ao atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência, não há uma implementação de práticas integrais eficazes e efetivas voltados para as vitimas.
Percebemos que os enfermeiros não conhecem o protocolo de atendimento à crianças e adolescentes vitimas de violência. Podemos concluir que os profissionais apenas cumprem o que a rotina do serviço põe em prática, que é somente acolher essas vitimas e encaminhá-las para os devidos setores, como serviço-social, psicologia e ambulatório médico, e que a instituição não prepara o profissional enfermeiro para um atendimento feito com a sistematização da assistência de enfermagem.
Daí a ênfase, neste trabalho, à necessidade do envolvimento institucional, de modo a oferecer o suporte necessário aos enfermeiros para contribuir de forma significativa para uma maior visibilidade desta problemática.


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