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Grupos Temáticos

10/10/2016 - 15:00 - 16:30
GT 21 - Redes Sociais na Saúde: Perspectivas

12028 - REDES SOCIAIS VIRTUAIS: QUE FORMA DE EMPODERAMENTO É ESSE?
ROBSON CELESTINO PRYCHODCO - UNICAMP, ZELIA ZILDA L CAMARGO BITTENCOURT - UNICAMP


Apresentação/Introdução
Os resultados integram a dissertação intitulada: Inclusão escolar e políticas públicas na percepção de membros de redes virtuais do facebook responsáveis por alunos com transtornos do espectro autista (TEA). As redes sociais virtuais enquanto instrumentos de interação, suporte interpessoal, busca de informação e de qualidade de vida despontam no âmbito da Comunicação Mediada por Computador como uma nova estratégia para a compreensão dos fenômenos em torno dos temas ligados a saúde, muitas vezes como meio para deixar o isolamento social. A interação se pauta pela reciprocidade e similaridade de situações vividas, gerando a construção de laços e de Capital Social, constituindo uma vantagem aos membros que, uma vez acolhidos, tem acesso a troca de ideias com pares, conteúdos científicos e legislações, o que tende a mudar o perfil dos usuários dos serviços de saúde e educação, passando a apresentar postura mais ativa frente aos profissionais. Pesquisas que estudem as transformações motivadas pelo uso das redes, sobre seu funcionamento e formas de empoderamento dos membros se justificam uma vez que esse movimento tende a aumentar com o uso cada vez mais intenso da internet.


Objetivos
Identificar a percepção dos membros das redes sociais virtuais sobre a sensação de amparo social; Analisar as formas de interação que se constroem no âmbito da Comunicação Mediada por Computador (CMC); Identificar as funções e significados que as redes sociais virtuais desempenham para seus usuários.


Metodologia
Participaram do estudo 90 voluntários, que utilizavam redes sociais do Facebook como fonte de informação e socialização, com origem em diversas regiões do país, idades, níveis socioeconômicos e educacionais diversificados. A coleta de dados ocorreu nas três maiores redes que versavam sobre os TEA: “Síndrome de Asperger-Autismo infantil”, com 24.731 membros; “Autismo/ Asperger/ São Paulo”, com 10.102 participantes e “Autismo- Nos bastidores da vida real”, com 10.040 membros. Para a escolha das redes foi utilizada a palavra-chave “Autismo” na seção “Procurar pessoas, locais e coisas”. Após o convite aos membros, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o questionário semiestruturado ficaram disponíveis por 2 meses para serem respondidos virtualmente. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, conforme parecer número 793.914 (Anexo), CAAE: 34522214.3.0000.5404 de 26 de agosto de 2014.


Discussão e Resultados
Os achados demonstraram que as interações entre pares, baseadas na singularidade de situações vividas, tem potencial para ajudar na aceitação da deficiência, melhorar a sensação de suporte interpessoal e acolhimento, auxiliar na superação do luto pela perda do filho ideal e na reorganização da vida pós-diagnóstico, socializar informações relevantes sobre a execução das atividades de vida diária, condutas terapêuticas, possibilidades medicamentosas, palestras, cursos, congressos, ações de socialização, como encontros entre pessoas com TEA. Quanto ao suporte interpessoal fornecido pelos pares das redes, 70 voluntários informaram que se sentem amparados pelos parceiros de rede, enquanto apenas 27 relataram sentir-se amparados pela sociedade em geral. Esses dados revelam a importância da CMC na vida das famílias com pessoas com TEA. No outro extremo, nota-se a dificuldade da Sociedade em lidar com a diferença, apesar das políticas inclusivas existentes. Salta aos olhos a altíssima sensação de desamparo em relação à sociedade, permitindo a pergunta: Como se sentir amparado por pessoas que sequer você conhece pessoalmente?


Conclusões/Considerações Finais
Ressalta-se que nem toda a informação na internet tem fontes científicas e confiáveis, no entanto os conteúdos das áreas da saúde, educação e inclusão escolar estão disponíveis na Internet como nunca estiveram, levando ao usuário conhecimentos para a aquisição de uma postura mais ativa frente aos profissionais da saúde e educação. Tal fato nos leva a algumas indagações: Será que as formas de apreensão desse conteúdo por parte dos usuários geram resultados positivos em suas vidas? Será que apresentam consistência para proporcionar melhorias na qualidade de vida dos usuários dos sistemas de saúde e educação? Será que os membros dessas redes estão preparados para tal conteúdo? Esse material tem potencial para gerar empoderamento? Assim, é necessário refletir sobre essas novas formas de socialização e interação, sobre esse novo perfil de usuário, sobre as novas demandas que essa socialização gera e sobre as perspectivas para o futuro das políticas públicas nesse novo contexto.


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